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  • Foto do escritorRodolfo Brenner

#77 - Mais Relatos dos Ouvintes | MISTÉRIOS

Continuação do nosso especial de Halloween, trouxemos o Rodolfo Melegari para ler as histórias arrepiantes que nossos ouvintes mandaram para nós. Ficou com medo? Aproveita para passar no podcast dele e ficar ainda mais!


Essa é a versão escrita do episódio #77 - Mais Relatos dos Ouvintes:



• AGENDA CANCELADA: Olá detetives! Meu nome é Carla, moro em São Paulo, e o caso não aconteceu comigo, mas com a minha mãe. Quando ela estava com seus 20 anos, ela começou a trabalhar como secretária de um escritório de advocacia, onde trabalhavam dois advogados. Dentre as funções que ela tinha, ela arrumava agenda toda vez que algo era marcado (isso em uma época que a agenda era física). Um dos advogados, vamos chamar de Dr. Furtado, vivia esquecendo todos os compromissos que ele tinha e ligava direto no telefone da empresa pra minha mãe repassar. Certo dia, minha mãe cheia de coisas pra fazer, recebeu uma ligação e já sabia que era o Dr. Furtado por causa do número na bina. Ela atendeu e falou brincando:

- Bom dia Dr. Furtado, já esqueceu a reunião das 10?

- Bom dia Maria, preciso que você cancele todos os compromissos que eu tenho hoje, tive problema e não poderei ir até o escritório.

Minha mãe perguntou se tinha acontecido alguma coisa, mas ele desligou antes dela terminar. Ela achou estranho, mas ordens eram ordens e ela obedeceu. O outro advogado chegou para a reunião das 10 e perguntou do Dr. Furtado, minha mãe avisou do telefonema e o dia seguiu.

Quando minha mãe voltou do almoço, ela deu de cara com um homem parado na porta do escritório. Esse homem se identificou como sendo da polícia e deu o nome completo do Dr. Furtado. Minha mãe confirmou que ele trabalhava lá, e ele disse que, na noite anterior, haviam encontrado um homem enforcado em uma mata. Esse homem estava de roupa social, mas sem identificação. A única coisa que ele tinha era um cartão com o nome do Dr. Furtado e o endereço do escritório. Minha mãe achou a história muito esquisita e pediu para que o homem esperasse no local. O outro advogado chegou, conversou com o policial e os dois saíram juntos. Como os dois advogados tinham cancelado os planos do dia, ela não tinha muita coisa para fazer e aproveitou para passar um café na copa. Quando ela estava lá, ela sentiu alguma coisa tocar o seu ombro. Ela se virou, mas não tinha nada.

Ela terminou o café e foi sentar de volta na sua mesa, quando ela viu a sala do Dr. Furtado com a porta aberta, e ela tinha certeza que estava fechada antes. Ela foi até lá e fechou a porta. Quando ela voltou pra mesa dela, ela ficou encarando a porta por um tempo, pensando como ela tinha aberto, quando viu a maçaneta girando sozinha e a porta abrindo de uma vez, batendo com tudo na parede. Com o susto, minha mãe derrubou o café na mesa, largou a xícara lá e saiu correndo, nem fechou o escritório.

Quando ela desceu para o térreo, o porteiro perguntou se ela estava bem, porque ela estava pálida. Ela disse que precisava tomar um ar e saiu para a rua meio atordoada, ficou fora por uns 10 minutos e decidiu voltar porque alguém poderia ligar para lá. Ela então pediu para uma das meninas da limpeza que trabalhava no prédio subir com ela, dizendo que ela tinha derramado café e as duas foram até o escritório. Quando chegaram lá, o telefone já estava tocando, minha mãe mostrou onde o café tinha caído, mandou a chamada para o telefone do outro advogado e atendeu na sala dele. Por coincidência, era o outro advogado querendo falar com ela:

- Maria, onde você estava? Estou ligando já tem um tempo!

Minha mãe pediu desculpas e disse que foi lá embaixo chamar alguém da limpeza, mas o advogado nem deixou ela terminar:

- Aconteceu uma desgraça, o Furtado foi encontrado morto, enforcado, uma desgraça!

Minha mãe ficou chocada, contou que o homem da polícia tinha ido até lá falar sobre um corpo encontrado, mas que não pensou que era ele, até porque ele tinha ligado pra lá aquela manhã. O advogado pediu para ela não falar nada até que a família dele preparasse o velório, e ela concordou. Enfim, parece que ele tinha se matado por questões de dívidas de jogo que ninguém sabia que ele tinha, nem o sócio, nem a família. Após algumas semanas, o outro advogado comunicou que iria se mudar e que a empresa fecharia. Minha mãe ficou até feliz, porque ela tinha medo de ficar lá sozinha. Até hoje ela conta e diz que fica arrepiada quando lembra da ligação e da porta abrindo, e ela tem certeza que foi o espírito do Sr. Furtado que pediu pra ela cancelar a agenda dele naquele dia.

• PARALISIA DO SONO: Oi detetives, meu nome é Heitor, tenho 22 anos e moro em Nova Friburgo, no estado do RJ. Infelizmente sou uma das pessoas afetadas pela paralisia do sono. Não lembro exatamente quando começou, mas eu ainda era criança, devia ter uns 8 ou 9 anos. Começava sempre do mesmo jeito: eu acordava e não conseguia me movimentar, apenas mexia os olhos. Eu começava a sentir alguma coisa me observando em um dos cantos do quarto, e quando tentava focar, via uma figura escura, toda de preto, às vezes parecia ter um chapéu.

Depois de anos experienciando isso, comecei a arranjar alguns métodos para despertar mais rápido das paralisias: o principal que funciona para mim é ir mexendo seu corpo aos poucos, começando pelos pés até chegar na cabeça, praticamente como a Uma Thurman faz no Kill Bill. Também comecei a fazer ioga e meditação antes de dormir e me ajudou muito, cheguei a passar meses sem ter nenhuma paralisia.

Corta para 2020: minha mãe é enfermeira e estava trabalhando exaustivamente na linha de frente. Com medo de contaminar eu, meu pai ou a minha irmã, ela decidiu dormir na casa de uma amiga do trabalho que morava sozinha. Fiquei quase 4 meses sem ver ela pessoalmente, só por chamada de vídeo. A minha irmã também sentia muita falta, mas a gente sabia que era um esforço dela pra não nos contaminar.

Em uma dessas noites de 2020, acordei sentindo a paralisia, mas era um pouco diferente: sentia um frio terrível, quase como se estivesse dentro de uma geladeira. Já comecei a fazer o exercício de mexer o corpo para ver se eu saía logo daquilo, mas não adiantava, eu não conseguia mexer um dedo sequer. Foi quando escutei uma risada. Era uma risada baixa, como se o que estivesse rindo não quisesse que eu ouvisse. Fui procurando com os olhos pelo quarto até que vi aquele ser parado em um dos cantos. Mas não era o homem de chapéu preto. Aquilo tinha uma silhueta feminina, e eu pude perceber que era como se fosse uma versão de sombras da minha mãe. Eu tentei gritar, chamar por socorro, chamar até pela minha mãe, mas não conseguia. De repente, aquilo correu na minha direção e pulou sobre mim. No momento em que aquilo ia pousar sobre o meu corpo, eu acordei de uma vez só, como se acordasse de um pesadelo.

Na mesma hora que eu acordei daquela paralisia eu liguei pra minha mãe, não sabia nem se ela estava ou não trabalhando. Depois de tentar contato algumas vezes, ela atendeu: disse que estava dormindo e acordou com a ligação, e ficou muito preocupada quando viu que era eu ligando de madrugada. Contei para ela sobre o que eu tinha passado e ela, que é evangélica, mas dessas igrejas mais tranquilas e menos fanáticas, disse para eu orar com ela pelo telefone para espantar o que estivesse lá. Fizemos isso e eu realmente senti como se meu quarto ficasse mais leve enquanto a gente orava. De vez em quando ainda tenho paralisia, principalmente quando estou muito estressado ou abuso da cafeína. Aquela foi a única vez que a sombra da minha mãe apareceu na minha paralisia, e espero que nunca mais apareça.

• A BONECA DO SATANÁS: Olá pessoal, meu nome é Eliane, tenho 40 anos e falo de São José do Rio Preto. O que eu vou contar aconteceu quando eu ainda era criança, deveria ter uns 8 ou 9 anos. No natal, ganhei uma boneca da minha madrinha, era uma boneca com o corpo de pano, mas a cabeça de porcelana. Eu achava a boneca linda, mas minha mãe não deixava eu brincar com ela porque ela tinha medo que eu quebrasse, então ela ficava posta em uma penteadeira antiga que ficava do lado da cama.

Certa noite, eu morrendo de vontade de brincar com a bendita, esperei todo mundo dormir e peguei ela. Quando eu sentei no chão para brincar com ela, senti uma sensação muito esquisita, como se alguém estivesse me observando. Pensei que era a minha mãe vendo que eu tinha feito besteira, então larguei a boneca no chão e fui até o quarto dela, mas ela realmente estava dormindo. Eis que, quando eu volto para o meu quarto, aquela filha do satanás estava sentada na beira da minha cama, plena, olhando pra mim. Na mesma hora eu saí correndo e gritando pro quarto dos meus pais, minha mãe não entendeu nada do que eu tava falando e me levou ao quarto de novo. Quando voltamos, a boneca estava de novo no chão.

Entre trancos e barrancos, minha mãe levou a boneca pro quarto dela e eu só peguei no sono depois de chorar e rezar muito. No outro dia eu fui para a casa da minha vó e contei o que tinha acontecido, e minha vó, como boa senhora que frequentava a Assembleia de Deus, levou a boneca para ser queimada na igreja. E essa foi a única coisa bizarra que aconteceu comigo (felizmente!)!

• FOTO DA AVÓ: Boa noite pessoal. Vou pedir para não me identificarem, e nem onde eu moro. O caso aconteceu com uma amiga de trabalho, e é a história sobrenatural mais chocante que eu já ouvi (e vi).Essa amiga tem uma filha de 11 anos, que era muito apegada a avó dela por parte de pai. Essa avó infelizmente veio a falecer e a filha dela ficou muito triste.

Algumas semanas depois que ela faleceu, minha amiga decidiu arrumar ela e a filha e tirar algumas fotos, em uma época em que ainda se usava câmera digital. No outro dia, minha amiga foi olhar as fotos e quase caiu pra trás: em uma das fotos que só a filha estava, aparecia nitidamente uma senhora ao fundo, senhora essa que era a sogra dela, já falecida! Segue a foto em anexo:


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